sábado, 7 de março de 2015

TEMA DELICADO


TEMA DELICADO


Hoje vou falar de um tema que depois de algum tempo no exercício da advocacia aprendi que quanto mais distante melhor, a questão da segurança, no seu desdobramento mais perceptível -   a insegurança, na sua parte mais sútil e menor notável (em ambos os sentidos – o de não ter carisma e não ser perceptível).

Vinha a muito tempo com o conceito de que este tema atrai muita coisa que não é legal, e, aprendi com meu pai, que o mal sempre gente do bem para se esconder, mas aprendi também em minhas lições de direito penal que o agente do mal sempre busca um meio de se revelar, se mostrar.

A conjunção destes dois argumentos forma assunto delicado que é quanto o mal age no seio da sociedade, e, o quanto tem de força e consegue de forma sútil, quase imperceptível se servir de pessoas boas que não percebendo a real intenção age em favor de causas menos nobres até causas maléficas.

Dito isto, justifico o porquê volto a tratar de tema que não gosto, busco me afastar, argumentando que a causa que hoje advogo em causa própria e sem patrocínio, em favor da sociedade, utilizando para tanto de meu tempo livre, antes que se diga que estou agindo patrocinado ou com a boca de alguém, a mudança urgente de regime, para retomada da confiança e normalidade das pessoas e instituições em relação a conduta de governo, se encontra ameaçada pela conduta sutil dos agentes do mal em desfavor da sociedade.

Este principado do mal, que se agrega em estruturas deturpadas, via de regra estabelece sua base empírica em argumentações falsas daí que as conclusões que tira igualmente são falsas. Neste passo, quero rememorar momento em que, atuando na advocacia em favor de preso, fui chamado a atenção de situação embaraçosa tida em revista íntima invasiva, da qual, a justificativa apontada me bastou.

Infelizmente as mulheres com sua cavidade íntima natural, a vagina, utiliza tal benção divina, que gera e gesta as novas vidas, como novas formas de esconder desde de drogas e celulares, a armas divididas em pedaços que depois são reagrupados no interior das celas e facas e canivetes para depois dos amistosos, se é que humor macabro neste passo é cabível, mas o utilizei, para reduzir o assunto ao aspecto mais vil com que a concupiscência humana se louva para lidar com situações de crise, não enxergando as potencialidades do mal que dali se irradia.

Ser professor é nobre, e, em presídio não é para qualquer um, por isto, residir no magistério há 20 anos em presídio, passa-se a ter convívio com os grupos de presos e seus familiares, e, se você é culto e não sofre nenhum tipo de reflexão de contracultura, poderá utilizar de bases empíricas falsas para formulação de resultados, se associar a causas cuja evidência embutida não e a real, como decorrência disto se eleger deputado federal como um tal de Dep Freixo (ou frouxo como queiram), que as vésperas do dia internacional da mulher queria fazer passar projeto para acabar com a revista íntima no presídios por ser vexatória *em entrevista ao  Sr. Conti na globonews de ontem, agora armar presídios e drogar detentos, repassar celulares não é.

Mas o pior de tudo, porque não basta ser pai de ideias mesmo as más, tem que participar, o argumento que me fez fazer estas linhas foi o fato de que, na mesma entrevista, acabou por encerrar sentença críptica de que o processo de impeachment neste momento é golpismo.]

De novo base empírica falsa, produzindo resultados falsos, e, o que é pior, revela que a sentença do crime organizado sobre o processo é contrária, ou seja, o mundo do bem, tem que se render as vontades o crime organizado atrás das grades, que já dita a hora que nas cidades o comércio abre e fecha, e agora pretende que o regime não seja modificado, sob o argumento de que?

Ora o benefício decorrente da manutenção do regime nos presídios é claro, e a sociedade se mantém refém de ordens maquinadas com o intuito de confundir a sensação de segurança das forças institucionais em relação ao crime organizado, e, neste particular, se o crime pudesse tudo isto, talvez com a ajuda de remessa de armas, drogas e celulares se criaria um exército intramuros, porém as forças que dão sustentação a contenção do mal, podem ver as estatísticas são superiores e assim que tem que se manter.

O mal de seu turno, prescinde nova base empírica para seu retorno a sociedade de modo a tornar a convivência pacífica em favor de causas justas, e, não se servindo de causas que lhe foram retiradas por conta das decisões condenatórias, como as de decidir os destinos da nação, porque estas causas pertencem ao grupo de cidadãos que pode votar.

Não estou dizendo que as causas nobres decorrentes de como se manter presos (condições de dignidade para retomada do convívio social não são causas de relevo, mas estas devem ser debatidas por quem possui legitimidade para tanto, seja qual for o regime, de qualquer sociedade que se estabeleça, e, se alguém nutre ou engana intramuros se que passará a governar com o império do medo, está iludindo e enganando os próprios presos.

 Os presos e a sociedade esperam que como resultado da pena a reprimenda aplicada esteja à altura de falta cometida e como resultado de seu cumprimento tenham condições de retorno normal ao convívio social, a mancha ficará mas o tempo, senhor da verdade se encarrega de curar, somente isto é possível em qualquer sociedade o resto é mentira, os planos decorrentes das melhorias neste sentido serão melhores até se este regime corrupto e vergonhoso sair de poder.

Mas voltando as falas do tema que me interessa, o impeachment, diz o Dep Frouxo, que a instauração do processo é “golpismo”, nada mais mentiroso, indecoroso e traidor da pátria, nas normas e dos bons costumes, dizer que a abertura do procedimento investigativo e conclusivo de impeachment é golpismo ante o clamor social reinante e, utilizando para tanto de que os fatos revelados não são suficientes, é base empírica falsa a produzir resultado falso.

Quando o fato alegado como próprio a instauração do procedimento de impeachment é revelado à sociedade, nada mais justo, natural e lógico que tal ato seja por procedimento adequado ser apurado e julgado. Em Portugal, por muito menos, o Sr. Passos Coelho responderá agora pelo procedimento semelhante ao aqui pretendido de impeachment.

Será que seremos reféns até além da hora de fechar e abrir dos comércios nas zonas urbanas em que o crime organizado determina quando e como, para não termos o processo de impeachment por decisão do crime organizado, seria e perfeição de idiotice e a vitória moral ou imoral da indecência, cidadãos de bem não permitam, ao IMPEACHMENT!!!

Brasil, 07 de março de 2015


HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO

OAB SC 7487 DF 36606 OAPT 53040C



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